A fábula tributária do governo: Robin Hood de araque

A fábula tributária do governo: Robin Hood de araque

O governo Lula criou uma nova modalidade de espetáculo: chama de justiça tributária o que na prática é uma tunga autorizada. O Robin Hood tupiniquim não rouba dos ricos. Ele rouba do boleto, do Pix, do crédito parcelado e do frete. Começou leve, quase fofo, com a taxa das blusinhas da Shopee e o brasileiro achou engraçado, como quem paga um pedágio pela piada.
Agora o humor acabou: cada vez que alguém clica em “finalizar compra”, Brasília já ligou o aspirador fiscal no seu bolso.

O IOF: o cunhado mala e meio esquisitão

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) foi criado para regular o mercado de crédito e investimentos. Na teoria, é um instrumento “de política econômica”.
Na prática? É aquele cunhado mala que chega domingo, senta no sofá, abre sua cerveja e pede cinquenta reais “só pra voltar pra casa”.

O governo tentou aumentar o IOF pra arrecadar R$ 61 bilhões a mais, cobrando mais caro no cartão, no empréstimo e até no seguro de vida. O Congresso barrou, o governo correu pro Supremo, e o STF disse “não pode por decreto, mas pode tentar de outro jeito”. Tradução: foi impedido de usar a porta da frente, mas ficou autorizado a tentar pela janela. É o típico “se não passar por aqui, entra por ali”. O cunhado foi expulso, mas já deixou o chinelo na varanda deixando claro que vai voltar.

Impostômetro: o medidor do assalto legalizado

Em agosto de 2025, o Impostômetro (painel da Associação Comercial de São Paulo que soma todos os tributos pagos no país) marcou R$ 2,5 trilhões arrecadados.
Parece só um número, mas entenda: é como se o governo tivesse levado, em oito meses, quase um quarto de tudo o que o Brasil produz. Enquanto isso, hospitais federais funcionam com fita adesiva, e universidades públicas disputam quem tem mais goteira por metro quadrado. A eficiência do Estado é tão espetacular que arrecada como Suíça e entrega serviço público como Serra Leoa.

IR e a farsa da “justiça tributária”

O governo fala em “corrigir distorções” e “tornar o sistema progressivo”. Bonito, né? Parece que os ricos finalmente vão pagar mais. Mas na tradução pro português real, isso significa: a classe média vai bancar o show.

O Imposto de Renda é “progressivo” no papel, mas quem mais paga é quem não consegue esconder o dinheiro. O empresário que declara 10% do que ganha tem contador. O assalariado que ganha R$ 5 mil tem desconto direto na fonte.
Essa é a tal “justiça tributária”: o governo posa de Robin Hood enquanto caça coelhos com metralhadora.

A costela tributada e o mito da picanha

A reforma tributária diz que carnes terão alíquota zero. Parece ótimo. Só que o diabo está nos detalhes: a cadeia de produção (transporte, energia, insumo, frigorífico) continua sendo taxada. Resultado: a costela chega ao prato com imposto embutido em cada etapa. É o imposto em camadas tipo lasanha.
O governo anuncia isenção de um lado e recupera o dinheiro do outro. É como oferecer churrasco grátis e cobrar pela fumaça.

O brasileiro aplaude o algoz

E o mais curioso: enquanto tudo isso acontece, tem gente nas redes sociais batendo palma pro grande líder, chamando de “governo do povo”.
Mal percebem que cada curtida, cada compra e cada boleto é mais uma colherinha de imposto pro caldeirão federal.

É o truque de ilusionismo fiscal: Lula tira do seu bolso, sorri e ainda faz você agradecer. Prometeram picanha e cerveja gelada. Entregaram costela tributada e chope com IOF.


No fim, justiça tributária no Brasil é isso: o governo come, o povo paga e o troco ainda vem parcelado.

Você também pode gostar de: