Moro onde a mata
Ainda é coberta verde
Da praia do mesmo mar
Onde desço a esmo a ladeira
Até o pé do morro
E a luz vem me encontrar
Onde cansado de puxar a rede
Ouço o som do nylon
Rindo rente à água
Enroscada ao casco
De alguma caravela atracada
Porque aqui permaneço
Demoro em entender
Sei que o chão já foi de outros
Numa carta que nunca nos leu
Desse país que ainda é nosso
Mesmo tão desfigurado
Mas que ainda hoje é meu
@psrosseto