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ACM Neto e Rueda recebiam 10% por contratos com Institutos de Previdências, diz Vorcaro

Imagem: Rede Social

Segundo reportagem publicada pelo UOL nesta quinta-feira (10), o banqueiro Daniel Vorcaro teria afirmado, em proposta de delação, que os dirigentes do União Brasil ACM Neto e Antônio Rueda atuaram em favor do Banco Master junto a institutos de previdência estaduais e receberiam 10% dos valores investidos na instituição.

O caso ganhou repercussão após o ministro Alexandre de Moraes divulgar um relatório de inteligência da Polícia Federal que menciona uma suposta demora do ministro André Mendonça em autorizar uma operação envolvendo Rueda.

As acusações têm potencial para ultrapassar o campo policial e atingir diretamente o cenário eleitoral. ACM Neto é candidato ao governo da Bahia, enquanto Antônio Rueda disputa uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro. Qualquer comprovação de irregularidades poderá produzir efeitos políticos relevantes, especialmente em um ano eleitoral marcado pela disputa por narrativas e pela intensa judicialização da política.

Rueda afirmou ter dificuldade em se manifestar sobre um documento ao qual não teve acesso e negou qualquer irregularidade. ACM Neto classificou as acusações como “absurdas”, “fantasiosas” e “mentirosas”.

O ponto central, portanto, não é apenas a existência da denúncia, mas a necessidade de esclarecer, com provas e transparência, se houve ou não intermediação política em investimentos de recursos previdenciários e eventual recebimento de vantagens.

Em ano eleitoral, a seletividade na divulgação de informações de investigações também pode assumir dimensão política. Por isso, o interesse público exige que as apurações avancem com transparência, sem vazamentos seletivos, mas também sem blindagem de agentes públicos ou políticos.