
Moradores de Trancoso denunciam abandono e cobram respostas do Prefeito pelas redes sociais
Moradores de Trancoso, distrito de Porto Seguro, têm recorrido às redes sociais para denunciar o que classificam como abandono por parte da gestão do prefeito Jânio Natal. Perfis no Instagram passaram a divulgar vídeos e relatos apontando problemas de infraestrutura e falta de manutenção em espaços públicos.
Um dos conteúdos que ganhou maior repercussão foi protagonizado pela moradora Amilly Bonfim, que utilizou a ironia como forma de crítica direta ao chefe do Executivo municipal. No vídeo, ela afirma que a gravação é direcionada “ao meu prefeito”. Em seguida, exibe o estado precário do banheiro da feirinha local e questiona: “Se o senhor quiser consertar?”.
A mesma abordagem é repetida ao mostrar a reforma inacabada da feirinha — onde, segundo o vídeo, apenas o telhado foi substituído —, além de problemas na pracinha situada no centro, próxima à Praça da Independência, e uma cratera na Rua 2 de Julho. Em tom sarcástico, a moradora reforça o convite: “Se quiser vir terminar?”.
O vídeo começou a circular no último final de semana de março e rapidamente ganhou visibilidade. Já na segunda-feira seguinte, equipes da prefeitura foram vistas realizando a limpeza da praça, que, de acordo com relatos, estava há bastante tempo sem manutenção adequada.
A repercussão evidencia o papel crescente das redes sociais como ferramenta de cobrança popular e fiscalização informal. Ao mesmo tempo em que a resposta imediata do poder público sugere sensibilidade à pressão digital, também levanta questionamentos sobre a rotina de acompanhamento das demandas da população.
Se por um lado a iniciativa de moradores pode acelerar soluções pontuais, por outro expõe uma possível dependência de visibilidade pública para que problemas cotidianos sejam resolvidos. Nesse cenário, cresce a cobrança para que os vereadores cumpram o seu papel na fiscalização e encaminhamento das demandas da comunidade.
O episódio reforça que, em tempos de comunicação digital, a cobrança popular ganha novos formatos — mais diretos, visíveis e, por vezes, mais eficazes —, colocando à prova a capacidade de resposta e planejamento da gestão municipal.