Banco do Brasil de Eunápolis volta a ser alvo de protestos por práticas antissindicais e adoecimento de trabalhadores

No dia 22 de outubro, data em que o Banco do Brasil (BB) celebrou 217 anos de fundação, funcionários e entidades sindicais em todo o país realizaram o Dia Nacional de Luta, uma mobilização em defesa do caráter público da instituição e contra as práticas de gestão abusivas que têm se intensificado nos últimos anos.

Apesar de ter nascido com a missão de promover o desenvolvimento social e sustentável do Brasil, o Banco do Brasil vem sendo alvo de críticas crescentes por parte de seus próprios trabalhadores. Em Eunápolis (BA), na agência 0792, a situação é especialmente preocupante.

Nesta segunda-feira, 27 de outubro de 2025, representantes do Sindicato dos Bancários do Extremo Sul da Bahia voltaram à agência para adesivar o local e denunciar o desrespeito da gestão ao movimento do Dia Nacional de Luta. Segundo o sindicato, a administração da unidade ignorou e questionou com arrogância a mobilização nacional, agindo com atitudes antissindicais, tentando silenciar a manifestação legítima dos trabalhadores.

Além disso, denúncias apontam que problemas de saúde têm se agravado entre os bancários da agência, resultado direto de cobranças abusivas, pressões excessivas por metas e um ambiente de trabalho hostil. Essas condições têm levado ao adoecimento físico e mental de funcionários, em um cenário que o sindicato classifica como inaceitável e desumano.

“Não podemos permitir que os trabalhadores adoeçam dentro do ambiente de trabalho. O sindicato estará sempre ao lado da categoria, enfrentando a gestão e promovendo o debate com o banco”, destacou a direção do Sindicato dos Bancários do Extremo Sul da Bahia.

A entidade reafirma seu compromisso de defender o trabalhador bancário e denunciar qualquer forma de assédio, perseguição ou tentativa de cercear o direito de organização sindical. Para o movimento sindical, a luta é também pela preservação do papel público e social do Banco do Brasil, patrimônio histórico que deve servir à sociedade — e não ser conduzido por práticas que colocam em risco a saúde e a dignidade de seus empregados.

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