
A Casa da Mulher Brasileira (CMB), principal equipamento nacional de enfrentamento à violência contra a mulher, recebeu no dia 12 de novembro a visita de integrantes do coletivo intermunicipal Rede Coragem e da presidenta do PSOL-Porto Seguro, Gabriella Borges, mulher trans e ativista dos direitos humanos. Atualmente, o Brasil possui 11 unidades da CMB em funcionamento e outras 31 em diferentes fases de implementação, com previsão de mais 11 inaugurações em 2025 e 10 em 2026.

Participaram da visita as representantes Joana Souza, Raira Carla, Soiis Rabelo e Gabriella Borges, que conheceram o funcionamento da unidade de Salvador e os serviços integrados oferecidos às vítimas, como acolhimento, atendimento psicossocial, delegacia especializada, suporte jurídico, alojamento de passagem e programas de autonomia econômica. Para as visitantes, o modelo integrado da CMB garante respostas mais rápidas, humanizadas e eficazes, especialmente em situações de risco.
A comitiva reforçou a mobilização pela implantação de uma Casa da Mulher Brasileira no Extremo Sul da Bahia ,proposta que se destacou nas Conferências Municipais e Territoriais da Mulher e foi encaminhada como prioridade à etapa estadual. Segundo coletivos e organizações femininas da região, Eunápolis é o município mais indicado para sediar o equipamento por sua localização estratégica na BR-101, podendo atender cidades com altos índices de violência doméstica, como Guaratinga, Itabela, Itagimirim, Itapebi, Eunápolis, Santa Cruz Cabrália, Belmonte e Porto Seguro. Hoje, essa área dispõe apenas de uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) em Porto Seguro e de um Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (NEAM) em Eunápolis , ainda não operando plenamente.

Durante a visita, as representantes ressaltaram que a CMB não se limita ao atendimento emergencial: o equipamento desenvolve ações de formação cidadã, orientação profissional e campanhas educativas, fundamentais para romper ciclos de violência e promover autonomia.
O encontro foi encerrado com declarações que reforçam a urgência da expansão da rede.
"Politica pública revolucionária é a que funciona, a Casa da mulher Brasileira, como vimos aqui, é o exemplo desse poder! Ela deixa de ser uma promessa! Ela existe de verdade, ela salva, acolhe e transforma", disse Soiis Rabelo.
"A Casa da Mulher Brasileira não é só um equipamento público é uma política urgente e indispensável. É garantia de segurança, acolhimento e direitos assegurados para mulheres que, todos os dias, lutam para sobreviver à violência. Quando o Estado funciona, ele salva vidas. E nós vamos seguir cobrando para que esse direito seja real, acessível e efetivo para todas",afirmou Raira Carla.
“Só salvaremos vidas quando esses equipamentos chegarem às regiões esquecidas pelo Estado”, destacou Joana Souza.
“A Casa da Mulher Brasileira é também para mulheres trans e travestis. É um espaço para acolher toda mulher”, completou Gabriella Borges.