Damos todos com a língua no céu
Quando a boca está fechada
Ali no palato onde ela roça
Trisca bolina esfrega se apoia
E descansa depois da risada
Do assobio quando canta
Ou após a dança contínua da fala
É que ela mora habilidosa
Às vezes ousada libidinosa
Às vezes silenciosa
A língua tem na boca a sua casa
Passeia pelos lábios
Resmunga sussurra declara
Depois repousa na saliva mucosa
Ainda que a cara esteja irada
E ela ressequida cuspindo ou pedindo água
E se dê com a faca nos dentes
A minha língua materna
É o instrumento da minha mente
Vive encantada e escancara
Poemas prosas cantigas clamores
A minha língua portuguesa
Enamora-me de amores
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