O lápis dançando sobre o papel branco
Traçou alguns sinais aleatórios
Eram cinco três ou dez talvez
Algarismos despretensiosos e banais
Mas dentro daqueles rastros de grafite
Moravam exércitos de adições
No calor inocente das suas equações
Ela estava apenas começando
A me ensinar por rabiscos
Os saberes do dia e as receitas da vida
De cada algarismo uma semente então
Caiu no sulco do papel e germinou
Raízes quadradas e esféricas
Buscando o chão profundo
E tantas outras vezes
Que pela incógnita da emoção
Meus olhos regaram aqueles sulcos
De onde brotaram riscos
Que floresceram arte
Que ora evidenciam as belezas do mundo
@psrosseto
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