A primeira é a da Preguiça
A próxima a da Canseira
Que segue da beira da praia
Até junto ao pé da ladeira
De um lado fica a do Descanso
Do outro a da Boêmia
Que cruzam com a do Repouso
Junto à da Paz e da Tranquilidade
Por elas passei a vida
Nesse pedaço de bairro
Ensaiando meus poemas
Escrevendo solitário
Os rastros que desenhei
Por anos que se passaram
Outras no entorno têm nomes
De flores pássaros e árvores
Bichos estrelas e gente
Que fundou essa cidade
Umas foram calçadas
E receberam passeios
Mas só a minha ainda anda nua
De mato e areia molhada
Felizmente nenhuma traz nome
De alguma autoridade
Quando isso acontecer
Vou-me embora da Cidade
Vou-me embora da Cidade
Vou-me embora da Cidade
@psrosseto