GLAUBER FICA!

Contrariando expectativas de cassação e perda de direitos políticos por oito anos, o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) teve seu mandato suspenso, mas não cassado, preservando assim seus direitos políticos. A decisão, considerada por aliados como uma vitória inesperada, ocorre em meio a um ambiente hostil, marcado pelo incômodo que Glauber provoca entre seus opositores devido à sua postura combativa, especialmente nas denúncias sobre o orçamento secreto e nos confrontos diretos com os deputados federais Arthur Lira e Hugo Motta, ex e atual presidente da Câmara dos Deputados.

Antes da votação, Glauber fez um discurso firme, reafirmando suas convicções e recusando qualquer gesto de acomodação política. Ao sustentar seus posicionamentos até o último momento, o deputado reforçou o próprio simbolismo de sua trajetória: o de não se curvar às pressões nem ao cálculo pragmático da “correlação de forças”.

A decisão final expôs um ponto crucial: a firmeza pode vencer a lógica dominante no Congresso, dominado atualmente por uma maioria de direita e extrema direita. Em tese, esse ambiente deveria produzir um desfecho desfavorável ao deputado; no entanto, o resultado contrariou essa tendência e abriu espaço para uma leitura política mais ampla sobre limites, resistências e disputas internas no parlamento.

Durante o processo, Glauber percorreu todas as capitais do país em defesa de seu mandato, buscando apoio popular e ampliando o debate público sobre o caso. Sua mobilização, vista inicialmente como um gesto ousado, ajudou a fortalecer sua narrativa e a pressionar politicamente pela manutenção de seus direitos.

Para seus opositores, o desfecho representa um revés inesperado. Para seus apoiadores, um símbolo: a luta venceu. O episódio reafirma Glauber como uma das vozes mais incisivas da oposição e mantém vivo seu papel político no cenário nacional, mesmo durante o período de suspensão.

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