Greve de trabalhadores das balsas da travessia entre Porto Seguro e Arraial d’Ajuda

Os trabalhadores das empresas de transporte aquaviário RIONAVE e Rio Buranhém, responsáveis pela travessia por balsas entre o centro de Porto Seguro e o distrito de Arraial d’Ajuda, anunciaram a realização de uma greve de advertência com duração de 24 horas. A paralisação foi comunicada pelo Sindicato Nacional dos Marinheiros de Máquinas em Transportes Marítimos e Fluviais (SINMMAM), em conjunto com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Afins (FNTTAA).

De acordo com nota divulgada pelas entidades sindicais, a decisão foi tomada após uma assembleia conjunta realizada em 20 de dezembro de 2025, que reuniu trabalhadores vinculados às duas empresas. O movimento paredista ocorrerá por prazo determinado, em conformidade com a Lei nº 7.783/1989, que regulamenta o direito de greve no Brasil.

A paralisação está prevista para começar às 6h do dia 26 de dezembro de 2025, estendendo-se até as 6h do dia 27 de dezembro de 2025. Durante esse período, o serviço de travessia poderá ser totalmente ou parcialmente interrompido, impactando moradores, trabalhadores e turistas que utilizam diariamente o transporte aquaviário como principal ligação entre as duas localidades.

Na avaliação das entidades sindicais, a greve de advertência tem como objetivo chamar a atenção das empresas para as reivindicações da categoria, que não foram detalhadas na nota, mas que motivaram o impasse entre trabalhadores e empregadores. Os sindicatos informaram ainda que permanecerão em assembleia permanente, com o intuito de avaliar eventuais propostas apresentadas pelas empresas que atendam às demandas dos funcionários.

Apesar da paralisação, as entidades reforçam que mantêm o compromisso com o diálogo e a negociação, apontando a mediação como caminho prioritário para a resolução do conflito. O movimento, segundo os representantes sindicais, busca pressionar por avanços nas tratativas sem descartar a possibilidade de novos desdobramentos, caso não haja acordo.

A travessia por balsas é considerada um serviço essencial para a mobilidade urbana e para a atividade econômica local, especialmente em períodos de maior fluxo turístico. Por isso, a greve tende a gerar reflexos significativos na rotina da cidade, ampliando o debate sobre as condições de trabalho no setor de transporte aquaviário e a necessidade de soluções negociadas entre as partes envolvidas.

Você também pode gostar de: