I Festival de Artesanato Indígena fortalece culturas ancestrais e economia criativa no Extremo Sul da Bahia

Entre os dias 6 e 8 de fevereiro de 2026, o território indígena de Coroa Vermelha, no município de Santa Cruz Cabrália, no Extremo Sul da Bahia, será palco do I Festival de Artesanato Indígena, evento que nasce com o propósito de valorizar saberes tradicionais, fortalecer a economia criativa e ampliar a visibilidade das culturas indígenas da Bahia e de outras regiões do país.

O festival reunirá artesãos e artesãs de cerca de 20 povos indígenas, entre eles Atikum, Pataxó, Kaimbé, Pataxó Hãhãhãe, Tupinambá, Kiriri e Kariri-Xocó, promovendo um amplo intercâmbio cultural e artístico. Mais do que um espaço de comercialização, a iniciativa se propõe como um ambiente de formação, reflexão e afirmação identitária.

A programação inclui feira de artesanato indígena, oficinas formativas, exposição fotográfica, painéis com ativistas, cozinha show, desfile de moda artesanal e apresentações culturais. A diversidade de atividades busca oferecer ao público uma experiência imersiva, aproximando visitantes dos modos de vida, das cosmologias e das técnicas tradicionais que atravessam gerações nos povos originários.

Do ponto de vista econômico, o evento também se insere como estratégia de fortalecimento da geração de renda para comunidades indígenas, reconhecendo o artesanato não apenas como expressão cultural, mas como atividade produtiva fundamental para a autonomia dos povos. A iniciativa dialoga com políticas públicas voltadas ao trabalho, à inclusão produtiva e ao desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo em que combate estereótipos e promove o reconhecimento da autoria indígena.

O I Festival de Artesanato Indígena é uma realização do Governo da Bahia, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e da Coordenação de Fomento ao Artesanato (CFA), em parceria com as secretarias estaduais de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) e de Cultura (Secult). Também integram a articulação a Federação das Associações de Artesanato do Estado da Bahia (FAAEB), a Prefeitura Municipal de Santa Cruz Cabrália, a Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia (Finpat), além da Associação Beneficente Ilê Axé OjuOnirê, do Instituto Convida, do Instituto Curupira e do Instituto Brasileiro do Desenvolvimento do Esporte e Cultura (IBDE).

Ao escolher Coroa Vermelha — território de forte simbolismo histórico e cultural — como sede do festival, a organização reforça o protagonismo indígena e amplia o debate sobre preservação cultural, justiça social e desenvolvimento com identidade, colocando os povos originários no centro das narrativas sobre cultura, trabalho e futuro. 

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