
Organizada há 18 anos em São Paulo, a Marcha da Maconha reuniu participantes em frente ao Masp neste domingo (21) para defender a legalização da cannabis e promover mudanças na política de drogas. A manifestação tem como principal bandeira a defesa da legalização da maconha e a crítica ao modelo da chamada “guerra às drogas”. Em textos divulgados para a mobilização deste ano, o movimento afirma que a política atual contribui para o encarceramento em massa, especialmente da população negra e periférica, e defende que a questão seja tratada sob a perspectiva da saúde pública.

Além da capital paulista, outras cidades brasileiras também registraram manifestações em favor da legalização da cannabis. Os participantes levaram cartazes, faixas e discursos que destacavam temas como o uso medicinal da planta, a redução dos danos causados pela criminalização dos usuários e o enfraquecimento financeiro das organizações criminosas que atuam no mercado ilegal de drogas.
Os organizadores argumentam que a regulamentação da cannabis permitiria maior controle do Estado sobre a produção, a comercialização e o consumo da substância, além de ampliar o acesso de pacientes que utilizam derivados da planta para tratamentos médicos. Para o movimento, a política de drogas vigente não tem conseguido reduzir a violência nem o consumo de entorpecentes, tornando necessária a busca por alternativas.
Nesse contexto, a Marcha da Maconha busca ampliar o debate público sobre o tema. Seus participantes argumentam que a discussão deve ocorrer de forma séria e fundamentada, sem preconceitos ou moralismos, considerando aspectos sociais, econômicos, jurídicos e de saúde.