Nova manifestação por justiça a Leandro e Rafael acontece neste sábado em Porto Seguro

Uma nova manifestação por justiça em memória de Rafael de Jesus Santana e Leandro Neris dos Santos será realizada neste sábado, 17 de janeiro, às 16h, na Praça do Relógio, em Porto Seguro. O ato busca manter viva a indignação popular diante da brutalidade do duplo homicídio ocorrido em 22 de agosto de 2025, na Aldeia Mirapé, região da Ponta Grande, além de pressionar as autoridades pelo aprofundamento das investigações e pela responsabilização de todos os envolvidos.

O caso ganhou novos desdobramentos com a prisão de um homem investigado por envolvimento direto no crime, realizada pela Polícia Civil da Bahia, na quarta-feira (7). A ação foi conduzida pela 1ª Delegacia Territorial de Porto Seguro, por meio do Serviço de Investigação de Homicídios, que reuniu provas técnicas e testemunhais consideradas consistentes para apontar a participação do suspeito.

As investigações indicam que Rafael e Leandro estavam na companhia dos investigados na noite anterior aos assassinatos, o que reforça a linha de apuração adotada pela polícia. De acordo com os laudos periciais, Rafael foi morto por asfixia dentro de um dos quartos do imóvel, enquanto Leandro foi assassinado em outro cômodo, atingido por golpes de objeto contundente. A dinâmica violenta e a crueldade empregada foram confirmadas por exames técnicos e demais provas colhidas ao longo do inquérito.

Diante da gravidade dos fatos e do conjunto probatório reunido, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva do investigado, pedido que foi deferido pelo Poder Judiciário com base na necessidade de garantia da ordem pública e da instrução criminal. Após os procedimentos de praxe, incluindo exames periciais, o suspeito permanece à disposição da Justiça.

A manifestação deste sábado se insere nesse contexto: mais do que um ato simbólico, é uma tentativa de transformar o luto em mobilização social, reafirmando que a violência extrema que tirou a vida de Rafael e Leandro não pode cair no esquecimento nem ficar impune.

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