Tu és mercador de sementes
Não somente semeador ou reles sementeiro
És a verdadeira pureza
Que deteriora o fruto arrebata o bago
Estala a vagem decompõe a polpa
Resseca o talo carcome a carne
E oferece aos homens ventos e pássaros
As chances cruas da refloresta
A oportunidade de novas mudas
O reinicio dos ciclos
A perene teia que peneira
Independe que tuas mãos sintam
A repentina ou comprometida fiança em plantar
Os meus amigos passam pelo pórtico da Cidadela
Arrebatam jardins e pomares
Sentem as rosas colhem mangas maduras
Descansam sob os pequenos arbustos
Conversam com as ciganas cigarras
Que adivinham as manhãs e temerosas
Entreolham nos olhos da esperança venenosa
Simplesmente trabalham comem engendram
Regeneram recuperam as forças tamanhas
Eu? sou só essa incólome presença
E apenas trago a teimosia resoluta dos amanhãs