
O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) anunciou a pré-candidatura de Hertz Dias à Presidência da República, inserindo o nome do ativista no debate eleitoral com uma plataforma assumidamente anticapitalista e de ruptura estrutural. Militante do movimento negro, rapper e professor da rede pública de ensino do Maranhão, Dias representa, segundo o partido, a síntese entre atuação social, produção cultural e engajamento político.
O lançamento da pré-candidatura foi acompanhado da divulgação do manifesto intitulado “Por uma alternativa para romper as engrenagens do sistema capitalista”. No documento, o partido sustenta que “o Brasil é um país rico, mas governado contra seu povo” e argumenta que “a riqueza produzida pela classe trabalhadora não é utilizada para garantir salários dignos, serviços públicos de qualidade, futuro para a juventude ou desenvolvimento do país”.
A escolha de Hertz Dias reforça a estratégia histórica do PSTU de apresentar candidaturas identificadas com lutas sociais e com pautas de enfrentamento direto às desigualdades estruturais. Ao destacar sua trajetória como educador da rede pública e ativista do movimento negro, o partido busca dialogar com setores da classe trabalhadora urbana, juventude periférica e movimentos sociais organizados.
No manifesto, a legenda defende a necessidade de reorganização econômica sob controle dos trabalhadores, criticando o que define como “engrenagens do sistema capitalista” responsáveis pela concentração de renda e precarização das condições de vida. A proposta inclui, segundo o texto, a reorientação das riquezas nacionais para investimentos em serviços públicos, geração de empregos e ampliação de direitos sociais.

O cenário eleitoral, marcado por polarização e disputas em torno de projetos distintos de desenvolvimento, deve servir como campo de exposição para o programa defendido pelo PSTU. A legenda aposta que a insatisfação social diante de problemas como desemprego, informalidade e precarização dos serviços públicos pode ampliar o alcance de seu discurso, ainda que o desafio histórico permaneça o de converter mobilização ideológica em desempenho eleitoral expressivo.