PAULO SÉRGIO ROSSETO
Cada peça na avenida
Trafega no entorno da casa
Umas na volta
Outras de ida
Forçando a estratégia
Nem sempre tomba a mais frágil
E sim a mais distraída
A torre queda sobre a asa
Do casco do absorto cavalo
Cujo peão apeara
Para uma prosa com o bispo
Metido a ser soberano
No reinado do engano
Onde o tudo acontecia
Sob o nariz da rainha
Que temia o oponente
Mas desprezava seu reino
Usurpando rei e súditos
Deliberando sozinha
O logro é essa disputa
Entre servos e servidos
Na hora ensimesmada
Da labuta atrevida
Luta-se a todo custo
Pelo cego custo do espaço
Nesse tabuleiro molhado
Feito de suor e lágrima
Sobra de luz no ocaso
Sombra do corpo no opaco
Vence quem tem melhor tino
Suporta quem tem melhor casco
Assim refaz-se o jogo
E assim renova-se a vida
E eu me fazendo de sonso
Ziguezagueio entre todos
Empurrando com a barriga
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